sábado, 29 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Tecido Afetivo
De que recursos dispõe uma pessoa ou um coletivo para afirmar um modo próprio de ocupar o espaço doméstico, de cadenciar o tempo comunitário, de mobilizar a memória coletiva, de produzir bens e conhecimento e fazê-los circular, de transitar por esferas consideradas invisíveis, de reinventar corporeidade, de gerir a vizinhança e a solidariedade, de cuidar da infância ou da velhice, de lidar com o prazer ou a dor?
Que possibilidades restam de criar laço, de tecer um território existencial e subjetivo na contramão da serialização e das reterritorializações propostas a cada minuto pela economia material e imaterial atual?
Texto de Peter Pál Pelbart
Usado na introdução do livro Tecido Afetivo (por uma dramaturgia do encontro), livro este que reune material do encontro de mesmo nome organizado pela Companhia da Arte Andanças (Ceará) em 2010.
domingo, 23 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Corredores de teatros com essas tubulações me fascinam, para mim é sempre mágico entrar em um teatro, em um camarim, é algo sagrado, todas aquelas luzes (que podem me deixar maravilhoso, ou acabar comigo), gosto do cheiro dos bailarinos suados (alguns me parecem deuses).
Gosto do peso das cortinas, de fazer a minha própria maquigem, de mexer os meus músculos, de controlar a minha respiração, de pensar o que vai acontecer, e de saber que nunca vou ter total controle da cena. Gosto de me sentir como um rei, gosto de caminhar pelas cochias enquanto o público entra, e dizer para mim mesmo: ok, eu estou pronto!
O palco é como uma fera que precisa ser domesticada.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Tristes Tópicos
Guerra de pipas no céu do meu quintal,
lua tímida entre as nuvens...
Em dias como esses em que não quero dizer nada.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Antropologia Estética
Nem todas as sociedades partilham de uma mesma noção de arte. Uma discussão infindável dentro da antropologia da arte corresponde exatamente em saber o que elecar como arte. Para entender um objeto como artístico, Marcel Mauss pressupõe a arte como uma busca pelo belo, pautada em noções de rítmo, equilíbrio e contraste, resgatando da filosofia clássica a idéia da estética como uma ciência do sensível.
Mas a visão da arte sujeita ao belo não faz mais sentido visto que a própria arte contemporânea não se submete a tal sujeito. O surrealismo, o cubismo e o expressionismo há tempos desconstruíram noções de rítmo e equilíbrio. E a arte conceitual veio nos livrar dos vícios da fruição estética, mostrando que o conceito prevalece sobre a forma e o movimento.
Trecho do texto de Juliano Gadelha ( bacharel em Ciências Sociais e mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará, e pesquisador do Laboratório de Antropologia e Imagem - LAI).
Fonte Jornal o Povo 08/ 11/ 2009
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