terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Zoológico de Vidro (meu próximo projeto)


Lustres de cristal,

Grama esmeralda,


Homens pavões, homens lagartos, divas, sistemas de irrigação, chapas de espelho, caixas de vidro...
É possível mergulhar na dor, na violência da perda, em trajetórias individuais, em percursos autobiográficos através de um estado de beleza cortante?


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

É natal, acordei sem querer levantar da cama, andei toda a semana mal humorado, e até com dor de cabeça, minha pele sentiu na pele (tá terrível).
Essa noite sonhei de novo com você, antes eu queria dormir porque sabia que poderia fugir do pensamento em você, mas dos ultimos tempos pra cá...a saudade é tanta, a falta é tanta que acabo sonhando quase toda noite. Ando mal, mal, tão melâncolico, as vezes acho que não vou aguentar, e vou morrer de tristeza.

Hoje minha familia vem na minha casa ceiar comigo, fico tão contente, meu avô virá (ele nunca veio na minha casa, antes eu morava em apartamento, e haviam muitas escadas a serem subidas), meu irmão, minha mãe, algumas das pessoas que mais amo também estarão aqui.
Só faltará alguém, e esse buraco, esse vazio nada vai preencher.

Ontem tive a infeliz idéia de ir ao centro, nossa quanta violência, será que ninguém perceber? Todo mundo correndo como se a única razão da vida fosse consumir, me senti tão violentado, aí eu pensei: e as pessoas ainda acham que as minhas fotos pelado no meu blog são mais chocantes que isso, será mesmo? Bem, eu tenho certeza que estou lidando com algo bem mais verdadeiro que esse sentimento mercadológico de natal.

No caminho de casa, vi pela janela da van uma senhora dormindo em um colção na calçada, junto com ela um cão também dormia. Fiquei pensando, esse sim é o verdadeiro sentido do natal: saber dividir algo com alguém, mesmo que esse alguém seja apenas um cão, e que esse algo seja tão somente um velho colção.  


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sol e Mar

Uma vontade de não ter mais vontade...enquanto a vontade não se vai, eu escuto Gal cantado lindamente (ganhei esse DvD da minha mulher no fim de semana, maravilhoso). Gal tão cristalina, não desafina nunca, e a letra dessa canção...trilha pra minha existência.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Quando o inverno pesa e o céu parece que vai cair


           Ao fundo a torre da Alexanderplatz, lugar que fica ainda mais bonito na noite de Berlim
                                                               Viktoria  Luise Platz
Roubei essas imagens de Berlim e esse vídeo incrível, eles captam bem o espirito da coisa. Não sei se o vídeo é em alemão, e se foi gravado em Berlim, mas o fato é que me lembra bastante o espirito daquela cidade quando o inverno cai no final de novembro, tudo tão cinza, tão sombrio, o céu parece mesmo pesar sobre a Europa quando o inverno chega.Um amigo me falou certa vez: viver em Berlim é aprender a conviver com a depressão. Eu não sinto realmente nada me ligando à aquela cidade, a não ser pelos muitos amigos, diferente do que sinto com Paris (quando chego parece que o meu espirito já viveu lá em outras vidas). Só quem passou longos invernos sozinho na Europa sabe do que estou falando, é uma sensação dilacerante. Tirei o vídeo do blog da Silvia Moura e as fotos foram feitas pelo Wagner Carvalho estes ultimos dias.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010


voCÊ mais uma vez no meu facebook, se soubesse como não suporto aquele lugar.
Não me "cutuque", não me chame, não me telefone, não me faça voltar ao chão.
Quero viver em bráctea, racemo, panícula, umbela.
Este é tempo de ipê. Tempo de glória.


Me faça algo possível, um pouco de algo possível, por favor.
Senão eu enlouqueço. Viro pólen.


domingo, 19 de dezembro de 2010

Eu tenho andado cheio de excessos, me excedendo tanto, até em meus vazios.
Ando feliz demais, e por vezes vazio demais.
Hoje acordei ouvindo Cazuza e Cassia Eller... pra que mentir, fingir que perdou, tentar ficar amigos sem rancor...eu, sei que me disseram por aí, cê não tava muito bem seu nosso amor, cê tava mais era querendo me ver passar por aí.

Pois é, como diz Djavan: a vida segue em vão...
E eu sigo cheio de vontade de ainda ter vontade. 


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Magra


Moça
Pernas de pinça

Alta
Corpo de lança
Magra
Olhos de corça
Leve
Toda cortiça
Passa
Como que nua
Calma
Finge que voa
Brasa
Chama na areia
Bela
Como eu queria

Magra, leve, calma
Toda ela bela
Tudo nela chama
Segue
Enquanto suspiro
Toda
Cor de tempero
Cheira
Um cheiro tão raro
Clara
Cura o escuro
Ela
Braços de linha
Dengo
Cheio de manha
Durmo
E peço que venha
Acordo
E sonho que é minha
Magra, leve, calma
Toda ela bela
Tudo nela chama



Wilemara Barros, minha mulher, meu amor (Magra- música de Lenine e Ivan Santos)